sábado, 7 de março de 2015

LUAMARE E EU

UM PARALELO ENTRE LUAMARE (MEU ROMANCE EM ANDAMENTO) E UM INSTANTE MEU, DIAS ATRÁS NO VILAREJO QUE EU TENHO O MEU CAFOFO. 

"O tempo abafado, prenunciava uma chuva de tempestade. Aquela que chega cheia de água, um turbilhão de água mas não traz consigo o vento, o frescor. A típica tempestade de verão que dá vontade de se esbaldar debaixo dela. 
Mas antes da sua chegada, um mormaço, um calor abafado é sempre o sinal de que as águas estão chegando.
Luamare suava em bicas, mexendo nas panelas de barro. Cabelos presos em um coque mal arrumado no alto da cabeça, cachos caíam e grudavam em sua testa suada pelas lides domésticas. Seu vestido de chita barata já desenhava seu corpo de tão encharcado estava de suor. O mau humor dela era visível em sua boca distorcida pela agonia da falta de brisa que ela tanto ama. Ela precisa terminar seu trabalho para esperar Gido e afobada, sentia uma imensa agonia e ansiava por um banho. 
Com uma colher de pau, Lua experimentou o delicioso feijão que borbulhava da panela de barro queimado e viu que estava no ponto. Tirou a panela e abafou o fogo a lenha. Ufa, agora ela queria um banho mas precisa descansar a quentura. 

No quintalzinho dos fundos, rodeado de pitangas, cajueiros, mangueiras e outras plantas, ela pegou uma imensa bacia de flande com um fundo de tábua e deitou dois potes de água da fonte que ela e Gido carregam todas as manhãs. O sol se espelhou na água transparente. 

Deixou o vestido escorrer pelo seu corpo até o chão e colocou os pés na água geladinha........" LUAMARE E CABELO DE FOGO, de minha autoria. 

Meu paralelo:


Dias atrás, chegamos ao vilarejo já pela tarde. Atipicamente, o tempo estava abafado. Um mormaço enjoado, calor peguento. Mas eu precisa ajeitar o café da noite pois tínhamos acabado de chegar e ainda precisa arrumar o cafofinho. O que fez piorar a sensação de calor e mormaço, situações que eu também me sinto incomodada. 

Daí a lua imensa chegou. Prenha, cheia de luz mas não trouxe a tão gostosa e típica brisa que tanto refresca o vilarejo. Então não deu outra. Corremos, eu e marido, para o nosso quintal e nos refrescamos na pequena piscina e caso não tivesse, certamente eu tomaria banho na bacia pois já fiz isso várias e várias vezes, em tempos passados. Ou mesmo com água do pote, pois eu sempre amei tudo que vem da terra, a simplicidade. 

RESENHAS DA JUSSIARA

Olá a todos! Na vibe da aposentadoria ativa, sigo aqui com um novo ciclo. O ciclo de resenhar livros, tv séries e filmes, pela minha ó...