quarta-feira, 13 de maio de 2015

DRA. QUINN X ESTRADA DE FERRO DE NAZARÉ DAS FARINHAS.


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Bom dia, meus amigos.

Esse post é um paralelo entre uma série da tv americana, Dra. Quinn, retransmitida no TCM canal que eu adoro assistir e a antiga e proveitosa Estrada de Ferro de Nazaré das Farinhas (saudades eternas). 

Bem, em um capítulo dias atrás, meu coração se encheu de emoção pois o tema foi a ida da estrada de ferro para a cidadezinha de Colorado Spring, local onde se passa a série. 

A cidadezinha bucólica, vive ora tranquila, ora em atritos com os índios Cheyenes e a chegada da estrada de ferro certamente seria uma faca de dois gumes. Para a turma do progresso, ela é bem vinda trazendo consigo muitas benesses e para a turma dos preocupados com o que um trem pode trazer de bom e ruim, ela era mal vista. 

A personagem Dra. Quinn, uma médica mulher, para a época fora dos costumes, claro, queria e muito que o trem chegasse pois traria trabalhos, progresso, enfim. Mas seu amor, Sully, preocupado com a natureza, com as questões dos índios e com tudo de ruim que um trem também levaria para Colorado, era contra. E o capítulo foi assim até que no final, prevaleceu a decisão, com votação, pela chegada do trem o que, certamente, melhorou a vida de todos na cidadezinha embora trouxesse também seus problemas. Mas no frigir dos eggs, as benesses foram maiores do que os problemas. 

O meu paralelo aqui: como vocês sabem, sou nazarena da gema, de paixão. Sou amante da minha querida Terra Morena, cidade linda, à beira do Rio Jaguaripe que outrora viveu seus tempos áureos. Felizes de quem, como eu, pode vivenciar esses tempos. Foram tempos onde a cidade ferveu, como um caldeirão, de cultura, atividades intensas, vai e vem de pessoas, turistas, visitantes. A economia era estável. A maioria vivia bem, quase em um apogeu para uma cidade do interior.  Eu e minha família, chegamos a morar em casa com banheira no sanitário, em um sobrado delicioso na Rua dos Coqueiros. Foi uma época de ouro para essa cidade. Cidade, essa visitada por D. Pedro II. (calma, nessa época eu não era nascida..rsr).

Então, ao ver este episódio, dias atrás, as lágrimas me inundaram o meu coração romântico. 

Então eu fiquei pensando, assim como o filme, como foi a chegada da Maria Fumaça numa cidade como Nazaré, E me vi colocada no contexto, meu pai, meus tios, trabalhando na Estação, o status de filha e sobrinha, com direito ao camarote nos vagões, aos atendimentos médicos, com o médico da família indo nos medicar a domicílio, nosso caro Dr. Edvaldo, a enfermeira Lourdes, todos do Posto de Saúde somente para atender os funcionários e familiares da Estrada de Ferro de Nazaré. A vida fervente e circulante de uma cidade do interior que teve a melhor escola de todo o Recôncavo Baiano, quiçá toda a Bahia, o Internato de Prof. Guiomar Muniz, bem como, biblioteca, cinemas (o mais antigo da América Latina), famílias ricas e tradicionais, enfim. 

Assim como o filme, a Estrada de Ferro trouxe muito progresso, muita coisa boa, muita qualidade de vida para quem viveu e participou daqueles bons e saudoso tempos. Mas como tudo na Bahia e no Brasil, no que tange ao melhor, infelizmente, se acaba. 

Posto aqui as minhas saudosas e emocionais homenagens a este grande gigante de ligação que foi o Trem.

FOTOS: DRA QUINN E A ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DE NAZARÉ DAS FARINHAS




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