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| A lua cheia, prenha de luz, na véspera do eclispe. Clicada por mim. |
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| O eclipse. Mal dá para perceber a beleza do fenômeno. GRATIDÃO!!!
Eu me preparei para ver este eclipse lunar, de camarote. Bem diante de mim, do meu nariz, dos meus olhos. Logo cedo tomei o meu banho bem quente e me agasalhei. E fiquei de butuca. Toda hora eu olhava para o céu. E nesta ansiedade, quase perdi a festa. Eu pensei que seria mais tarde, quando o meu companheiro entrou ligeiro em casa, me chamando..."Inha, o eclipse". Saí em disparada, com celular e minha câmara em punho. Ou seja, toda equipada. E me quedei diante da exuberância do fenômeno. E danei a fotografar, filmar e mal observava a cena. Daí, eu parei com tudo e me quedei diante do visual.
Que presente, meu Deus. Não adianta ninguem tentar me convencer que o bicho-homem é quem sabe o dia, a hora, enfim. Eles sabem também. Eles estudam e estudaram e também sabem. MAS nenhum homem, nenhum, pode entender o que realmente significa tudo isso. É algo muito Divino. Muito Celestial. Milhões de pessoas em torno do mundo pararam para observar e fotografar e guardar na memória. E eu também.
Mas eu também, assim como milhões, entraram na Sintonia do Universo. O que eu vi foi lindo demais. Nenhuma máquina fotográfica, nem câmara, nem os melhores equipamentos que com certeza capturaram lindíssimas imagens, puderam ver o que eu vi. No meu ponto de vista. Estou falando EU, na primeira pessoa. Uma bela experiência nunca antes experimentado. Portanto estou aqui blogando, documentando para a posteridade.
Eu e ela. Ou melhor, nós e ela. Primeiro eu, minha amiga Zira, meu companheiro e um vizinho amigo. Além de quase todos no vilarejo. Olhos compridos, espiando céu. Olhando ela, a luna, linda, mas já carregada pela mancha de sangue, efeito do eclipse. Aos pouco foi se escondendo, apagando o brilho e escurecendo o rastro de luz que tentou se projetar no mar. Foram minutos. Ouvia-se ao longe, murmúrios, suspiros e gritinhos. Eu também quis gritar. Mas ao invés disso, eu louvei. Eu entrei em oração. Eu cantei. Cantigas de pura gratidão. Na verdade, eu e Alzira. Oramos muito, cantamos muito e ela até chorou. Eu me mantive na energia da emoção. Daí ela (Zira) quis ligar para os filhos e se afastou. Eu, então sozinha, desci até a praia. Estava deserta. Somente eu, as canoas e no céu, a lua brincando de esconde-esconde. Então começou o RENASCIMENTO dela. Meu Deus, que coisa linda. Aos pouco, ela foi saindo da sombra, uma pontinha aqui, um esforço ali, e aos pouco foi aparecendo. Tal qual um parto. Fez-se luz de novo. Deixou um rastro prateado, dourado, róseo, no mar. Muito lindo. Neste momento senti a presença de alguem e foi Alzira. E juntas louvamos e oramos de novo. E cantamos. E agradecemos. Foi lindo. Foi especial. Foi entrega. Foi Gratidão.
As fotos tiradas antes? Nenhuma conseguiu mostrar a beleza do lugar. Postei aqui somente para ilustrar e documentar. Na noite anterior, aí sim, ela se apresentou a mim, toda linda, prenha e brilhosa.
Gratidão!!
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