Jussiara Hora Melo Escritora e blogueira #resenhasdaJussiara Instagram: @livroseescritasbyjussiara Facebook: Jussiara Hora Melo Escritora publicada na Amazon, formato e-book/kindle. Escritora de HC fanfiction publicada no thehighchaparral.com. Participo de alguns clubes de leituras. Amante de um bom livro, filmes, tv séries.
sábado, 25 de abril de 2015
SOU MAIS ANALÓGICA DO QUE DIGITAL
Em um verão desses, fui visitar uma amiga que também tem casa no vilarejo. Uma pessoa ótima, do bem e antenada com a espiritualidade.
Daí, inevitavelmente, ela resolveu preparar uns peixinhos assados com saladas frescas e um vinho branco geladinho para acompanhar. A boa conversa, a boa mesa, a boa vida. Tudo isso regado a um visual lindíssimo pois temos coisas lindas tão perto de nós e as vezes sonhamos em voar para bem longe para ver e sentir o que está tão perto de nós. Muitas vezes voamos para longe de nós mesmos mas.....não nos encontramos. Pena.
Bem, voltando ao post. Foi uma manhã deliciosa, cheia de risadinhas e gargalhadas até que, eu me ofereci para ajudá-la na tarefa de preparar o repasto. Ela, exímia cozinheira, recusou a ajuda mas pensou bem e me pediu que eu arrumasse os guardanapos e abrisse alguns pedaços de papel toalha para secar mais ainda os peixes pois quanto menos gorduras, melhor, claro.
Eu, do meio jeito analógico, porém antenada que sou, enquanto eu a ajudava, meu olhar visualizou a imagem linda que a casa dela me oferecia no momento. Meu pensamento divagou e, calmamente, eu ajeitava os guardanapos e os pedacinhos de toalhas de papel.
De repente, ela se mostrou irritada e tentou tomar o trabalho de mim dizendo que ela estava se incomodando com o meu jeito "lerdo' até porque ela é muito rápida e retada. Que deixasse que ela terminava.
Entre assustada e irritada, meu primeiro impulso foi ir simbora (sou impulsiva) mas a vontade de comer os peixinhoss kkkkkkkk e também de dar um lição naquela gata corredeira, me fez respirar fundo. Segurei firme em seu pulso (sou bem mais forte) e séria eu disse: "Calma, respire. Olhe o visual que a Mãe Natureza está nos presenteando. Cuide dos peixinhos que eu cuido dos guardanapos". Meio sem graça, ela tentou reverter o quadro e logo depois estávamos já degustando e não sei se o efeito do vinho, eu falei um monte de coisas, mais no sentido de se aproveitar a vida com mais calma. Pra que tanta agonia??? Tanta correria??? A vida vai passar de qualquer jeito. Já passa rápido demais e parar certos instantes em nossos viveres, faz um bem danado.
Bem, no final, ela aquiesceu. Ela é gente boa, espiritualizada, inteligente e me adora....
Escrevo este post ouvindo a deliciosa seleção musical de Yanni
FOTO: um clique do vilarejo.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
NOSSA FADA MADRINHA.
Em recente visita a Nazaré, minha querida terra natal, fomos rever Liu. Impressionante. Liu foi nossa CUPIDA. Ela quem foi atrás de mim, em Salvador, dizendo que em Nazaré tinha chegado um "moço de olhos azuis e que eu me casaria com ele". INCRÍVEL.
Daí nos organizamos para uma festa na extinta Boite Rey Longa e o "encontro" forjado não deu certo. No outro dia, encontrei com ela e fomos juntas comprar a minha passagem de ônibus porque eu precisaria voltar a Salvador pois eu já estava trabalhando no Baneb.
Eis que, o destino fez com Adilson se esbarrasse em nós duas e ela, rápida que nem uma lebre, com os olhinhos apertados e risonhos, apertou meu braço e disse; "é ele, Juju, o moço do Baneb".
Daí já se vão quase 37 anos entre namoro, noivado e casamento. Ela não foi minha madrinha de casamento pois na época problemas a impediram de ir a Salvador para as nossas bodas. E por incrível ainda que pareça, levamos anosss sem nos ver.
Mas quarta-feira passada, o encontro aconteceu, na singela casinha dela. Amei ou melhor, amamos encontrar ela e conhecer Murilo, seu querido esposo. Ficamos emocionados, felizes. Pulamos de alegria, eu e ela, nos abraçamos. Muito bom mesmo.
Liu, querida, nunca esquecemos você. Vira e mexe, o nosso encontro, eu e Adilson, sempre é lembrado na família e você é sempre a figura principal.
Na nossa Boda de Prata, eu dei de presente ao marido um livro.
O livro se chama O LINDO LIVRO DO AMOR. Foi confeccionado em São Paulo, feito a mão, por uma artista plástica, onde se conta em dois volumes, um pouco da nossa linda história de amor.
E esse livro começa com o nosso encontro e você, claro. E eu lembro que artista plástica chorou e muito de emoção, por uma história de amor tão linda como a minha e de marido e você é e sempre será a NOSSA FADA MADRINHA, A NOSSA CUPIDA.
AMAMOS VOCÊ, SUA LINDA!
VOLTANDO A SI.
BOM DIA, meu amigos.
Após dias deliciosos no vilarejo, estamos de novo na capital. Dessa vez, fui a Nazaré rever colegas que eu não via há mais de 35 anos. Para mim, uma grata surpresa, esse reencontro.
O desejo de voltar a morar em Nazaré, se intensifica a cada dia embora seja uma sonho distante. E sou muito grata aos Céus, por meu cafofo no vilarejo ser muito perto da minha querida Terra Morena. Assim, vira e mexe, dou meus bordejos lá, posso rever amigos, titia e o me encharcar de frutas, verduras, temperos frescos e legumes, comprados na feira livre de lá. Adoroooo..
Após dias deliciosos no vilarejo, estamos de novo na capital. Dessa vez, fui a Nazaré rever colegas que eu não via há mais de 35 anos. Para mim, uma grata surpresa, esse reencontro.
O desejo de voltar a morar em Nazaré, se intensifica a cada dia embora seja uma sonho distante. E sou muito grata aos Céus, por meu cafofo no vilarejo ser muito perto da minha querida Terra Morena. Assim, vira e mexe, dou meus bordejos lá, posso rever amigos, titia e o me encharcar de frutas, verduras, temperos frescos e legumes, comprados na feira livre de lá. Adoroooo..
quinta-feira, 23 de abril de 2015
AS PARIDEIRAS DO VILAREJO.
BOM DIA, meus amigos!!
No vilarejo que eu tenho meu cafofo, a maioria tem seus filhos de parto normal. Por isso eu não entendo esses números da OMS onde cita que as cesáreas são metade dos partos nos orgãos públicos. Impressionante. A conversa é que "pobre" só faz cesárea se estiver morrendo. São palavras delas pois, como uma pessoa "metida" a escritora e blogueira, o cotidiano delas sempre me atraiu.
Bem, claro que o PD, ou seja, o parto domiciliar com o é chamado, está em extinção aqui. E eu adoro ouvir os relatos de quem pariu assim, aqui, no século passado (Sec. 20).
Ontem eu recebi a visita de duas nativas, já passando dos 70 anos. Uma delas, a da foto, minha amiga de longaaa data, vou chamá-la de T. A outra, vou ainda clicar ela, vou chamá-la de L.
Pois bem, T. teve 14 filhos, todos de parto domiciliar e 10 sobreviveram. Segundo ela, 3 morreram do "má de imbigo" (tétano) e 1 morreu por que estava "imbilicado". (circular de cordão).
Serena, sorridente e por que não dizer, feliz. Segundo ela, nunca se arrependeu da imensa prole mesmo o genitor ter sido uma pessoa difícil de lidar o que acabou com uma separação dolorosa pois naquele tempo, mulher direita não se separava, segundo a mesma. rsr
Vou escrever o diálogo, entre risos e gargalhadas, de mim e ela.
EU: T., me conte seus partos?
T. Contá o que criatura!!! Qual a dificuldade de parir? Eu sempre fiz as minhas coisas. Lavava, mariscava, carregava lenha, água da fonte, limpava, cozinhava e a maioria dos partos, as dor me pegou de jeito, quando eu geralmente estava, ou mariscando ou pegando feixe de lenha.
EU: Nossa. E vc não tinha ninguem para lhe ajudar quando estava prenha?
T. *gargalhando gostoso*. Você me deixi...kkkk...Não sou frouxa não. Geralmente era bom a dor chegar enquanto eu estava na lida. Daí eu chegava, acendia o fogo a lenha, esquentava a água, tomava um banho e a dor ia apertando, apertando. Quando ela imendava uma na outra, eu corria pro quarto, fazia força e pimba...nascia.
EU: mas assim, sem uma parteira, uma enfermeira, sei lá..
T. Nunca pari com parteira. Pra que? Eu que tinha que fazer tudo. Mas ela vinha pra cortá o imbingo. e depois cuidar do imbingo o que sempre foi minha agonia e preocupação. Geralmente eu lavava as partes com pedra hume e ficava pronta para outra.
T. SIM E VOCÊ SUA FROUXA, *soltando uma gargalhada* Seus partos foram assim?
EU: oh...ops..kkk...Eu fiz duas cesáreas marcadas. Optei por não sentir essa dor e nem essa agonia.
T. Mas..oxente mulher mas a dor da cesárea é para quem tem coragem. Dói muito mais. OH eu queria ver você parindo aqui, eu iria pegar seu nenen...falou entre a gostosa gargalhada.
EU: Não. Eu não quis e foi uma opção minha mas sempre me senti "parida". Porque eu participei do processo mesmo anestesiada e também não me senti enganada. Eu tive o direito de escolher e não me arrependo. Até porque, a dor...ah essa dor...não deve ser fácil passar um nenen por um lugar tão estreito..kkkk....eu ria com ela.
T. qui nada. Dor ruim é dor de dente. A dor de parir é uma dor tão gostosa.
Enquanto ela falava, seu olhar se dirigia ao firmamento e pude captar uma ponta de saudades.
Quanto a dona L., ela teve apenas uma filha, de parto natural mas não quis me dar detalhes.
A VOZ DO SILÊNCIO.
BOM DIAA, meus amigos.
A liberdade de escolha para direcionar o nosso viver, é uma dádiva dos Céus. Feliz de quem tem essa liberdade e se aproveita dela.
Eu acredito que, mesmo nas situações mais adversas, buscar essa liberdade é transformadora.
Eu quero SER cada vez mais. Quero ser eu mesma. Do meu jeito, sem script a atuar diante da vida..digamos, alheia. Diante de mim e do que acredito, quero SER eu, em qualquer circunstância.
O melhor da maturidade é o arriar das máscaras. São as nossas escolhas que irão permear o tempo vindouro que ainda nos resta. Ter consciência disso, nos torna um SER mais atuante no que queremos da vida, da nossa vida. E eu escolho SER, ser essa pessoa que escreve agora, sentindo o afago de uma brisa tímida, com cheiro de maresia.
Hoje acordei e não ouvi nada. Um silêncio barulhento. Ouvir o silêncio é ouvir a nós mesmos. É instigante. É transformador.
Cheguei na janela e vi esse cenário, ausente de som. Não se ouvia nada. Nada e nada. Apenas a Natureza se aprensentou a mim, como se fosse um cinema mudo. Eu quem deveria colocar o som pois as cores a Mãe já estava me mostrando. Optei pelo silêncio. Eu não queria ouvir nada. Apenas olhar, observar e clicar.
Agradeço aos Céus, pela chance de eu buscar o meu SER.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
FACEBOOK, ZAP , EU E O VILAREJO.
BOM DIA, MEUS QUERIDOS LEITORES.
Hoje farei um paralelo entre as Redes Sociais e a vida normal. Não no sentido dos benefícios e malefícios e sim, o que me vem ocorrendo.
Estamos todos interligados? O Ser Humano é agregário? Somos um SÓ REDE? Duvido.
Nos tempos anteriores, éramos sim, com certeza. Mas a vida mudou. As cidades e a própria vida não nos oferece mais segurança. Um olhar de um outro para nós, pode significar tantas coisas. E geralmente viramos o nosso rosto pois não queremos saber o que aquele olhar significa. E, se moramos então em uma metrópole, aliás, basta morar em uma cidade mais desenvolvida que a nossa tendência é sempre a mesma: SEGREGAR quem não conhecemos.
E o moderno padrão de moradias, são os já conhecidos condomínios, cada vez mais fechados, com seguranças armadas, cercas elétricas, câmaras enfim. A cidade não nos oferece mais segurança. Viver ficou perigoso e quem não vive nos limites dos muros, dentro do muro, são marginais, até que se prove o contrário. Se forem negros e morarem em comunidades, o perigo fica mais visível, perigo esse captados pelas câmaras de seguranças. MUITO TRISTE mas é a realidade do Brasil.
E fazendo um paralelo, como eu sempre posto aqui, eu hoje me lembrei desse novo formato de vida real com a virtual.
Antes foi o Orkut (eu amei o Orkut). Depois o Face com uma dinâmica mais moderna, mais online e depois vieram os zaps e daí vão vim outros.
Aí ei pensei o que vem ocorrendo. A turma, a sua maioria, não quer mais usar o Face, trocar idéias, suas atividades e sim, agrupar nos zaps. Dali, segregados, os papos se tornam secretos, tudo fica escondido.
O Wathapp virou um CONDOMÍNIO. E a segregação do agrupamento virtual.
Concordo e oriento os meus, que a exposição deve ser medida e comedida. Mas a vida atual não oferece mais nada que possamos esconder. Eles estão de olhe em nós. Sabem tudo de nossas vidas. Não, não estou falando dos marginais, dos golpistas. Estou falando das instituições financeiras e de outras oficiais, que nos ligam e só faltam dizer a cor do nosso xixi. Incrível.
Para não me alongar, vou concluir com uma passagem linda, eu e meu marido, aqui no vilarejo, no Domingo de Páscoa.
Nós dois, fim de tarde, fomos em várias casas aqui. Do vizinho nativo, ao veranista sazonal. Para uns, levei um ovo de Páscoa e nosso abraço. Mas para a maioria (até pelo custo do ovo), levamos os nossos sorrisos, o nosso abraço, a nossa alegria de comunhão e desejos de Paz.
Como Jesus nos pede, fizemos o bem sem olhar a quem.
Foi um momento lindo. E não posso deixar de comentar, na visita da casa de Betão e Ana, quando assim que chegamos, ela me pegou pelo braço e me levou no quintal e me mostrou a lua linda, imensa que nascia atra´s dos morros. O quintal dela dá na praia. Nossa. Que emoção.
Não tem presente melhor para mim. A vida em comunidade me atrai. Não vou em casa de ninguem, sem ter um motivo, sou super na minha aqui, recebo as pessoas mas também as visito e isso eu tenho perdido na capital. Infelizmente.
Vamos meditar sobre o assunto?
A PAZ DE JESUS ESTEJA CONOSCO. AMEM.
Hoje farei um paralelo entre as Redes Sociais e a vida normal. Não no sentido dos benefícios e malefícios e sim, o que me vem ocorrendo.
Estamos todos interligados? O Ser Humano é agregário? Somos um SÓ REDE? Duvido.
Nos tempos anteriores, éramos sim, com certeza. Mas a vida mudou. As cidades e a própria vida não nos oferece mais segurança. Um olhar de um outro para nós, pode significar tantas coisas. E geralmente viramos o nosso rosto pois não queremos saber o que aquele olhar significa. E, se moramos então em uma metrópole, aliás, basta morar em uma cidade mais desenvolvida que a nossa tendência é sempre a mesma: SEGREGAR quem não conhecemos.
E o moderno padrão de moradias, são os já conhecidos condomínios, cada vez mais fechados, com seguranças armadas, cercas elétricas, câmaras enfim. A cidade não nos oferece mais segurança. Viver ficou perigoso e quem não vive nos limites dos muros, dentro do muro, são marginais, até que se prove o contrário. Se forem negros e morarem em comunidades, o perigo fica mais visível, perigo esse captados pelas câmaras de seguranças. MUITO TRISTE mas é a realidade do Brasil.
E fazendo um paralelo, como eu sempre posto aqui, eu hoje me lembrei desse novo formato de vida real com a virtual.
Antes foi o Orkut (eu amei o Orkut). Depois o Face com uma dinâmica mais moderna, mais online e depois vieram os zaps e daí vão vim outros.
Aí ei pensei o que vem ocorrendo. A turma, a sua maioria, não quer mais usar o Face, trocar idéias, suas atividades e sim, agrupar nos zaps. Dali, segregados, os papos se tornam secretos, tudo fica escondido.
O Wathapp virou um CONDOMÍNIO. E a segregação do agrupamento virtual.
Concordo e oriento os meus, que a exposição deve ser medida e comedida. Mas a vida atual não oferece mais nada que possamos esconder. Eles estão de olhe em nós. Sabem tudo de nossas vidas. Não, não estou falando dos marginais, dos golpistas. Estou falando das instituições financeiras e de outras oficiais, que nos ligam e só faltam dizer a cor do nosso xixi. Incrível.
Para não me alongar, vou concluir com uma passagem linda, eu e meu marido, aqui no vilarejo, no Domingo de Páscoa.
Nós dois, fim de tarde, fomos em várias casas aqui. Do vizinho nativo, ao veranista sazonal. Para uns, levei um ovo de Páscoa e nosso abraço. Mas para a maioria (até pelo custo do ovo), levamos os nossos sorrisos, o nosso abraço, a nossa alegria de comunhão e desejos de Paz.
Como Jesus nos pede, fizemos o bem sem olhar a quem.
Foi um momento lindo. E não posso deixar de comentar, na visita da casa de Betão e Ana, quando assim que chegamos, ela me pegou pelo braço e me levou no quintal e me mostrou a lua linda, imensa que nascia atra´s dos morros. O quintal dela dá na praia. Nossa. Que emoção.
Não tem presente melhor para mim. A vida em comunidade me atrai. Não vou em casa de ninguem, sem ter um motivo, sou super na minha aqui, recebo as pessoas mas também as visito e isso eu tenho perdido na capital. Infelizmente.
Vamos meditar sobre o assunto?
A PAZ DE JESUS ESTEJA CONOSCO. AMEM.
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