quinta-feira, 21 de maio de 2015

PARALELOS ENTRE O FILME ADORÁVEIS MULHERES X CASA DOS MEUS CUNHADOS LINDOS.






Se tem uma estação que eu amo, é a estação fria. Adoro a chuva, o frio pq eu tenho boas e gostosas sensações. Geralmente fico bem, introspecta e disposta ao mesmo tempo, principalmente para laborar mais, para ler e escrever, fazer minhas artes. Para mim, é uma época de visitar familiares, amigos. Tomar muito café quente, chocolate e vinho, muito bem acompanhada. E o melhor, agasalhada. 

E adoro ver filmes assim pois eu amo filmes. Especialmente filmes mais autorais, baseados em livros. 

AS ADORÁVEIS MULHERES, é um filme que não tem uma vez que eu o assista que eu não derrame lágrimas. Sinto muita emoção em todo o filme. É de uma delicadeza, uma fluidez, um aconchego. Muito lindo mesmo. 

E entre tantas cenas lindas, essa duas que eu postei aqui, mexem comigo. As personagens todas enroscadas na cama da mãe, debaixo das cobertas, lendo, rindo, felizes, enquanto a neve lá fora cai. O filme é todo assim, cheio de momentos cutes. 

MEU PARALELO:

Semana passada, eu e marido fomos mais uma vez, visitar nossos cunhados, Line e Junior, em Conceição do Jacuipe (Berimbau). E haja aconchegos, amores e sabores. Tudo de bom e especial para nos receber. Muito carinho, muita dedicação, muito dengo mesmo. 

E a noite, nós, as adoráveis mulheres, jogadas na cama de Jakinha, rindo, voltando a ser crianças (ao menos, eu), vendo vlogs de moda (imagine...kkkk) e haja gargalhadas na calada da noite enquanto nossos amores dormiam placidamente. 

Lá fora chovia torrencialmente, fazia muito frio enquanto na casinha linda e abençoada deles, especialmente no quarto de Jakie, o clima era de puro aconchego. 

Queridos, vocês são ADORÁVEIS!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

EU AMO CUIDAR DE MIM.







Eu amo me cuidar e eu comecei a perceber que eu estava terceirizando demais, os cuidados com o meu corpo, unhas, cabelos. Seguindo modismo. 

Estou numa pegada (eta nome da moda), em uma vida mais sustentável. Sei que não é fácil simplificar a nossa vida, diminuir consumos mas será uma necessidade daqui em diante pois as prioridades deverão ser outras e eu quero me sentir preparada. 

Sonhamos e queremos JÁ por em prática, o nosso desejo de viver mais no vilarejo, na nossa casinha de praia, do que em Salvador. 

Quero resgatar minhas raízes. Sou interiorana da gema, de nascimento, de reencarnação e agradeço a todo o momento pelas oportunidades de ser acolhida em Salvador. Na capital, me fiz, casei, virei mãe. Portanto, temos fortes ligações. Meus filhos são urbanos, totalmente urbanos e acho ótimo eles amaram a terra que nasceram.. Marido também nasceu em Salvador mas, para a minha sorte, ama o vilarejo e o nosso cafofo. Então, pongando nesse amor que ele tem por lá e ele mesmo quem nutre um desejo imenso de passar uma longa e saudável temporada no vilarejo, eu já estou buscando novos caminhos para uma vida mais simples, alternativa, diminuindo bastante o consumo indevido mas JAMAIS, com carência pois eu sempre bato na mesma questão: CARÊNCIA NÃO RIMA COM SIMPLICIDADE.

Mas, voltando ao assunto do post, nada contra a quem frequenta salões de beleza, eu já não o frequento a não ser para casos em que eu precise ser o centro das atenções. Como são poucas as vezes..rsrsr...eu comecei a perceber que eu estava gastando, isso, gastando e não investindo, um bom dindin, em salões de higiene duvidosa mesmo com fachada, torrando uma boa parte para que a turma lavassem, pintassem e escovassem os meus cabelos, fizessem minha manicure e pedicure e sobrancelhas. 

Claro, ao sair do salão, toda perelelequeda, me sentindo bonita, geralmente em casa eu desmanchava a escova e consertava a sobrancelha. E comecei a perceber fungos em minhas unhas de tanto viverem lixadas, cortadas, cobertas de esmaltes. E o tonalizante usado no cabelo, deixava meus cabelos bem ressacados. 

A maior preocupação, sinceramente, tirando o gasto, foi a questão da higiene. Com tantas doenças sérias que um salão pode transmitir. Vejam bem: manicures que colocam as mãos em nossas mãos, não sabemos se elas ao menos as lavaram, "bifes" em nossas cutículas e o perigo de contágio de várias doenças perigosas, como as hepatites e até Aids. 

Então, por valores bem baixo, eu compro kits de manicure e eu mesmo cuido. Não retiro mais cutículas, dificilmente pinto as unhas , apenas uma base e um frufru se for um evento, coloco bastante creme nos pés e massageio, me toco, me cuido. 

Os cabelos, eu mesmo tonalizo mas somente a raiz que vai ficando brancas, não escovo e nem prancho e deixo secar ao vento, caso eu queira cacheados ou eu os prendo em coque e ao secar eu solto, ficam lindos...

As sobrancelhas,já com falhas, eu as preencho com lápis marrom e passo rimel nos cílios para alongas, somente se eu for sair. 

Nos lábios, batons. Dificilmente uso maquiagem tipo base,etc mas AMO O CREME NIVEA e não vive sem. 

No mais, sabonetes líquidos, de preferencia infantil, um bom perfume para o dia  a dia (Mahogany) umalavandinha para mimi e......vamos nos cuidar. 

BELEZA NATURAL É MAIS BELEZA.

FOTOS: meus kits, o uso de luvas nas lides domésticas e o meu chá enquanto escrevo. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

SALVE NOSSA SENHORA X A PEC DAS DOMÉSTICAS.






Hoje, 13 de Maio de 2015, acordei lembrando que faz exato 1 ano que fomos conhecer o lindo e acolhedor Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Foi uma viagem maravilhosa e um sonho realizado. 

Hoje acordei lembrando imediatamente que se celebra o dia de Nossa Senhora de Fátima. 

Mas hoje também se comemora a Abolição da Escravatura, a mancha vergonhosa que o Brasil ostenta. E como ainda estamos impregnados dela, em muitas situações. 

Não irei me alongar e nem versar sobre o tema. Apenas direi:
"nem branca azeda e nem nigrinha ousada"

MAIS RESPEITO, POR FAVOR. APENAS, O RESPEITO POIS O RESTO SE ACRESCENTA. 

E aproveito para parabenizar a todas as domésticas que precisam ainda trabalhar nas casas alheias (se dependesse de mim, esse tipo de serviço seria abolido),pelas conquistas de seus direitos trabalhistas e claro, precisam também honrar com seus deveres. 

E homenageio à minha querida Meiroca que está comigo há mais de 25 anos, entre idas e vindas, não me larga por nada, segundo ela. Ela que é minha fiel escudeira, me ajudou a criar meus filhos, inclusive o meu caçula e há 4 anos, ela se tornou uma mãe temporã e eu curto demais e o retado do Isaac, o filho lindo dela. 

PARABÉNS, QUERIDA, PELAS CONQUISTAS

ALMIR, FILHO E NETO DE OLEIRO.




Dias atrás, mais uma vez indo ao vilarejo, baixa estação portanto ferry-boat fácil. Uma tarde com um solzinho gostoso e brisa já ficando mais fria do que fresca. Enfim. 

Sentados comodamente nos estofados ainda imunes aos mal educados, ou melhor, sentados numa mesinha com uma vista linda de Salvador que se despedia de mim, eis que sentou-se, após pedir licença, um homem de nome Almir. Negro, alto e simpático. E cheio de histórias para contar. 

Eu e marido passamos a puxar conversa e eis que ele me conta que vive no vilarejo de Maragogipinho, lugarejo das cerâmicas, dos oleiros. E eu, nazarena da gema, fico toda serelepe quando encontro alguma conterrâneo vicinal, fiquei ainda mais animada ao saber que ele é filho e neto de oleiro.

Hildebrando e Antonio Nazareno, respectivamente avô e pai, oleiros tradicionais de Maragogipinho, inclusive o avô utilizava a antiga, difícil e esquecida técnica da "goma do barro'. Meu Deus, quanta emoção na voz do Almir, ao viajar nas suas lembranças. Cabelos grisalhos, o homem era todo forte mas eu observei suas mãos. MÃOS DE ARTISTAS. Mãos que poderiam fazer do barro, sua arte de viver. 

Então, divagando nas suas lembranças, enquanto o Zumbi (o ferry), singrava tranquilamente a Baía de Todos os Santos, eu também naveguei nas lembranças de Almir. Quando ele pontuou que o vô Brando e seu pai traziam as cerâmicas nos saveiros, eu quase chorei. Nossa. Daí eu lhe falei que minha família veraneava em Cacha-Pregos e todos nós íamos de saveiro, de Nazeré a Cacha pois não existiam ainda, nem a "rodage" e muito menos, o ferry. Viajei nas palavras dele. Almir tinha um olhar, um semblante, surfando entre a emoção e o desapontamento. 

"Meu pai mandou os filhos todos para estudar na capital. Estudei e virei instrumentador mecânico. Trabalhei muito, viajando pelo interior e em muitas firmas e empresas do Polo. Cansei. Mudei de área, levei a família toda para morar em Maragogipinho. Hoje estou a um passo de me aposentar e se fosse hoje eu não teria largado minha terra e pois é isso que está matando a tradição do barro.

Uma vez, eu trabalhei com um patrão que era ligado a um prefeito e tomei coragem e pedi que eles colocassem nas escolas, na aula de Educação Artistica, a arte da olaria e que colocassem um torno dentro da escola para a prática no turno oposto. Nunca me escutaram. Nossas aulas eram apenas "colar palitos de picolé", concluiu Almir, com os olhos tristes. 

FOTOS: Julivan, um nativo de Maragogipinho,  fazendo artes em uma olaria em Maragogipinho. Eu tentando fazer. E uma foto do ferry, no dia do nosso encontro com Almir. 

FERRY BOAT NOS ENGANA X ACONCHEGO DO VILAREJO.




REVOLTANTE: NUNCA NA HISTÓRIA DO FERRY-BOAT, TAMBÉM APELIDADO DE FERRY-BRONCA E FERRY-BOMBA, ACONTECEU ESSE FATO. 

Sexta-feira, dia 9 de maio de 2015. Após ficarmos 5 horas dentro do pátio, junto com outros sofredores passageiros desse falido, famigerado e irresponsável sistema de transporte marítimo, que dá certo em qualquer parte do mundo menos na Bahia, eis que uma voz impessoal, no microfone, sem a menor compostura nos pede que retornemos para os guichês, tentem pegar os nossos dinheiros e saiam pois a TRAVESSIA FOI ENCERRADA. Pasmei.

Daí para um tumulto generalizado, com tentativas de quebradeira, foi um pulo. E muita revolta pelo descalabro. 

EM TEMPO: era noite, estávamos a mais de 5 horas ali, com fome, chateados. Precisei usar o "mictório" e tive medo. Não do banheiro que estava até um pouco digno mas do abandono total, escuridão, matagal. E....chovia torrencialmente. 

Sem o menor pedido de desculpas ou até mesmo, uma dignidade de ter nos avisado e nos falado a verdade, apenas o boato do mau tempo, uma mentira pois apesar das chuvas e ventanias, aquilo ali não era impedimento pois já fiz travessias do comandante pegar água com o caneco, de tanto adernar. Se fosse ao menos pela ventania, uma explocação pela preocupação com nossas vidas, eu até entenderia e aceitaria. O que mais marcou e me entristeceu ou melhor, me deixou furiosa, foi o DESCASO e AS MENTIRADAS PRÓPRIAS DESSE SISTEMA FAJUTO. 

Apenas pontuando: no pátio tinham turistas, idosos, crianças, grávidas e dois recém-nascidos. E os soteroPOBREtanos, esses meu Deus, os pedestres, estavam engaiolados, como se fossem para uma câmara de gás, presos por gradis, aguardando o embarque não houve. E esses, realmente, não tinham mais como retornar pois os ônibus já tinham partidos. E vi muitos deles, abrigados em pontos de ônibus, com os rostos trincados na solidão do abandono dos podres poderes públicos. 

Depois eles confessaram que o atracadouro estava quebrado e como somente os ferries velhos atracam neste atracadouro lenhado, o Ivete, realmente, por ser um catamaran, não deve ser colocado em uso em tempos com ventos. Eu sei isso mas eles não sabem. TADINHOS. 

MEU PARALELO:

Diante desse quadro, precisando retornar a Salvador e sem opção, voltamos para o vilarejo. O tempo fechado, muita chuva, ventos e escuridão. A estrada que liga a ilha a Salinas, toda detonada pelo Estaleiro que fechou e abandonou tudo à deriva e o medo tentando nos comandar. Mas não tinhamos opção. Ou seja, a única opção era voltarmos para o vilarejo e dormir para no outro dia pegar a BR 101 e tentar chegar em Salvador. Os 14 km que nos separava do Terminal Bom Despacho a Salvador, se transformou em 250 km atravessando tres BRs. 

Então, ansiosos, apreensivos, meio assustados, pedimos a Deus o Guiamento e fomos com medo e tudo. E foi uma viagem tranquila, mesmo a estrada detonada. 

Os minutos foram longos. Daí avistamos a entrada do vilarejo. 

MEU DEUS. Agora eu me percebo pq eu senti uma paz me invadir naquele instante. 

A entrada de Cações parecia Meu Senhor Jesus com os SEUS BRAÇOS ABERTOS, a nos receber. Era como ELE nos dissesse;. "Vem, meus filhos, Está tudo bem. Vocês estão seguros". 

O vilarejo adormecia sob as fortes chuvas e ventos. Uma casa ou outra exibia uma luz fraca e chegamos. Saltamos correndo, as minhas queridas ANJAS, Mira e Velha, nos aguardava para nos entregar as chaves de nossa casinha acollhedora. E o resto foi somente alívio e alegria. 

COMO CIDADÃ, FALEI AO VIVO NO PROGRAMA "TURISMO" DE HELÔ, NA METRO1.

FOTOS: o pátio do ferry-bronca e o amanhecer do sábado no vilarejo, encharcado de deliciosa chuva. 




DRA. QUINN X ESTRADA DE FERRO DE NAZARÉ DAS FARINHAS.


Adicionar legenda
Bom dia, meus amigos.

Esse post é um paralelo entre uma série da tv americana, Dra. Quinn, retransmitida no TCM canal que eu adoro assistir e a antiga e proveitosa Estrada de Ferro de Nazaré das Farinhas (saudades eternas). 

Bem, em um capítulo dias atrás, meu coração se encheu de emoção pois o tema foi a ida da estrada de ferro para a cidadezinha de Colorado Spring, local onde se passa a série. 

A cidadezinha bucólica, vive ora tranquila, ora em atritos com os índios Cheyenes e a chegada da estrada de ferro certamente seria uma faca de dois gumes. Para a turma do progresso, ela é bem vinda trazendo consigo muitas benesses e para a turma dos preocupados com o que um trem pode trazer de bom e ruim, ela era mal vista. 

A personagem Dra. Quinn, uma médica mulher, para a época fora dos costumes, claro, queria e muito que o trem chegasse pois traria trabalhos, progresso, enfim. Mas seu amor, Sully, preocupado com a natureza, com as questões dos índios e com tudo de ruim que um trem também levaria para Colorado, era contra. E o capítulo foi assim até que no final, prevaleceu a decisão, com votação, pela chegada do trem o que, certamente, melhorou a vida de todos na cidadezinha embora trouxesse também seus problemas. Mas no frigir dos eggs, as benesses foram maiores do que os problemas. 

O meu paralelo aqui: como vocês sabem, sou nazarena da gema, de paixão. Sou amante da minha querida Terra Morena, cidade linda, à beira do Rio Jaguaripe que outrora viveu seus tempos áureos. Felizes de quem, como eu, pode vivenciar esses tempos. Foram tempos onde a cidade ferveu, como um caldeirão, de cultura, atividades intensas, vai e vem de pessoas, turistas, visitantes. A economia era estável. A maioria vivia bem, quase em um apogeu para uma cidade do interior.  Eu e minha família, chegamos a morar em casa com banheira no sanitário, em um sobrado delicioso na Rua dos Coqueiros. Foi uma época de ouro para essa cidade. Cidade, essa visitada por D. Pedro II. (calma, nessa época eu não era nascida..rsr).

Então, ao ver este episódio, dias atrás, as lágrimas me inundaram o meu coração romântico. 

Então eu fiquei pensando, assim como o filme, como foi a chegada da Maria Fumaça numa cidade como Nazaré, E me vi colocada no contexto, meu pai, meus tios, trabalhando na Estação, o status de filha e sobrinha, com direito ao camarote nos vagões, aos atendimentos médicos, com o médico da família indo nos medicar a domicílio, nosso caro Dr. Edvaldo, a enfermeira Lourdes, todos do Posto de Saúde somente para atender os funcionários e familiares da Estrada de Ferro de Nazaré. A vida fervente e circulante de uma cidade do interior que teve a melhor escola de todo o Recôncavo Baiano, quiçá toda a Bahia, o Internato de Prof. Guiomar Muniz, bem como, biblioteca, cinemas (o mais antigo da América Latina), famílias ricas e tradicionais, enfim. 

Assim como o filme, a Estrada de Ferro trouxe muito progresso, muita coisa boa, muita qualidade de vida para quem viveu e participou daqueles bons e saudoso tempos. Mas como tudo na Bahia e no Brasil, no que tange ao melhor, infelizmente, se acaba. 

Posto aqui as minhas saudosas e emocionais homenagens a este grande gigante de ligação que foi o Trem.

FOTOS: DRA QUINN E A ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DE NAZARÉ DAS FARINHAS




domingo, 3 de maio de 2015

O NASCIMENTO DA PRINCESA - PARALELOS.

A vantagem da leitura é que ela se impregna na nossa alma, como se fosse um carimbo e vez ou outra, um aprendizado aqui, outro acolá e montamos a nossa sabedoria, misturando com cultura, vivências, experiências, enfim. 

Este post fará um paralelo entre o nascimento da princesinha, o livro a Boa Terra e as parideiras que eu já conheço no decorrer da minha vida. 

Falarei sobre a mulher e o parir. 

Não vou me alongar  e nem pontuar o que é melhor para a mulher. O parto normal? Nem sempre é normal e nem sempre é o melhor. A cesárea? Bem, apesar de ser uma cirurgia e salvar vidas, a escolha pelo método pode ser também uma experiência gratificante, ou não. 

Vou falar aqui do parto e da mulher parida. 

Como o mundo voltou seus olhos para uma certa princesinha que acabou de nascer e mãe da princesa, eu me impressionei mais pela forma que a criatura apareceu, neste parto e no primeiro, assim que teve seus rebentos. 

Ou seja, mal acabou de parir, deve ter se levantado, vestido a calçola, a roupa, pegou seu rebento e sai, descendo escadas, sorrindo e acenando. 

"a personagem do livro A Boa Terra, de Pearl Burke, é uma mulher chinesa, do século passado. Ela trabalha na terra. Sofre preconceito, machismo. É agredida mas quando engravida, todos a deixam em paz. E pari sozinha também pois ela não permite que o marido a veja neste "estado". 
Em um dos partos descritos, ela está lavrando a terra, junto ao marido, quando sente as dores. Larga a enxada, sai cambaleando, entra na cabana que é sua casa e poucas horas depois, volta. Barriga mucha, rosto vincado, pega a enxada e continua a capinar a terra. O marido a observa e com um sorriso pergunta se é macho ou fêmea"

Pearl Burke viveu na China apesar de  americana e escreveu este romance baseado em suas vivências na China. 

E eu me lembrei dessa personagem ao ver ontem a mãe da princesinha, mal pariu, se portar como se nada tivesse acontecido. Que mensagem ela quer passar? Mulher maravilha? Yes, we can? Parir e arrotar é a mesma coisa? bem...

Aí me vieram à mente, as inúmerasss parideiras, as heróinas do vilarejo que eu tenho casa e seus arredores e as histórias passadas para mim, das avós, bisas, tias, mãe, enfim. E a palavra mágica foi

RESGUARDO. Parir é tempo de resguardo, minha gente. 

Tempo de se resguardar, de se proteger, de se recolher, seja ele o parto que pariu. 

Eu adoro ouvir os relatos delas especialmente o depois. 

No vilarejo, antigamente, se colocava um lençol embaixo do telhado, como se fosse um forro, protegendo a cama da parturiente de ciscos, insetos, respingos da chuva, goteiras e ventania. 

Elas eram respeitadas em seu momento. Era tempo de repouso. Nada de pés descalços, lavar cabelo na água fria e...e....subir ou descer escadas. JAMAIS. E o melhor? 

O escaldado de galinha de terra ou caipira, as canjas, os mingaus de milho, tapioca, para o leite "descer". O mingau de café para fortificar. E elas seguiram suas vidas, a maioria saudável. No vilarejo não conheço nenhum caso de males maligno do trato genital, salvo as rupturas do períneo e as vezes a descida do colo uterino devido aos partos mal elaborados. Fora disso, saudabilíssimas e certamente, condenando as duas; a mãe da princesa e a personagem do livro. 

PALMAS PARA AS MULHERES PARIDEIRAS DOS TEMPOS DOS ANTIGAMENTE. 

Fora disso, sou mais minhas cesas com meus resguardos. 

EU AMO CHUVASS



Eu amo a chuva. Seja ela de verão, aquela torrencial que refresca, seja a de inverno, aquela torrencial que trás frio, aquela poerinha de água para aplacar o calor, enfim. Eu adoro a chuva. 

Eu fico muito bem em climas frios. Além do charme, o céu azul, o sol brilhoso e o clima de frio, típico de lugares montanhosos, altos, me dão uma sensação de aconchego e felicidade e me faz muito bem mesmo. 

Nosso país tropical, somente alguns lugares nos permitem um clima assim. O Sul e alguns lugares do Sudeste e na Bahia, a Chapada Diamantina. Fora isso, as chuvas chegam encharcando, enlameando, destruindo o que tira o charme. Um dia chuvoso em Salvador é o caos. E o pior: chove lá fora e os shoppings ligam o ar condicionados nas alturas. Então eu vejo pessoas com roupas inadequadas para o inverno, guarda-chuvas pingando, alguns usando shorts,com as pernas molhadas, tremelicando no frio artificial. De aconchego, nada. E sem o menor charme. Quando alguem se arruma melhor, coloca uma bota, etc e tal, olham como se fossem uma ET. 

Eu amo as Estações Definidas. Infelizmente não temos isso aqui e o pior, parece que o danado do verão está querendo morar de vez sem pagar aluguel. É a estação que eu menos gosto. Só gosto dele se eu estiver no meu cafofo  pois no vilarejo, faça sol,muito sol, a praia é garantida mas a brisa fresca é o nosso bônus. 

Eu não gosto do verão em Salvador. Sou baiana mas não sou soteropolitana. Não tem jeito. Já vivo aqui há quase 40 anos (nussaaaaa) mas não perdi o meu ar suburbano, de interior e eu não consigo me antenar com as coisas que se dizem da Bahia. Mas nem todo o baiano curte axé, som nas alturas, pagodes ruins, calor intenso, praia cheia, sol escaldante. Eu não me sinto bem com multidões e zoeira. Gosto do intimismo. Claro, adoro música e inclusive um bom batuque mas daí a me sentir bem o tempo todo nesta vibe, eu não consigo. 

Mas eu estou falando de chuva e tempo chuvoso. 

Salvador está chovendo, é domingo, estou amando e vou aproveitar e escrever mais um capítulo de Luamare, atualizar blogs, tricotar e ler....tudo isso esbaldada no meu ninho ou seja, minha cama. 

Foto: meus montes cheios de neblina, no vilarejo.

PRINCESA É QUEM AUTO-ESTIMA ELEVADA.


Em tempos de nascimentos de princesas, príncipes e reis, eu vou ficar com essa "plebeiazinha" de nome Alice.

 Talvez a princesinha real venha ter esse nome mas ela já é Alice.

Não vive no País das Maravilhas. Mas seus pés tocam a terra, suas mãos alimentam galinhas, seus olhos veem bois, vacas. Sua boca se alimenta do leite de vaca in natura, das verduras plantadas pela sua vó, enfim.

E como já dizem os estudos, crianças criadas assim, em um habitar onde a Mãe Natureza é respeitada e acolhida, cresce feliz, não importa se é princesa ou plebeia. Um exemplo: ALICE.


Ela se recusou de forma veemente, um creme para "amansar" seus cabelos ao vento. Não houve jeito. Ela queria se aprontar para umas fotos que eu estava tirando e disse que sairia na foto com os cabelos ao natural. O que para alguns, possa estar embaraçados e cacheados demais, para ela, é a mais pura alta auto-estima manifestada.

Que os reis, príncipes e princesas, também tenham essa chance. A chance de viver uma vida simples porém rica de valores.

Bjs Alice. Vc é linda!

FOTO: Alice na roça da vó.

MINHA DINDA, TIA EVANY.



Se ainda estivesse neste Plano, seria seu Centenário.

Tia Evany, minha dinda, uma mulher de fibra, arretada como a gente fala aqui. Solteirona depois de vários casamentos desfeitos às portas da igreja, tristemente ela se viu sem a permissão dos Céus, em constituir sua própria família. Sua prole, seu amor, sua casa. Bem, sua casa ela teve. Aos trancos e barrancos, ela teve sua casinha. Uma singela casinha com o cheiro dela.

Tinha sempre uma merenda, uma comidinha feito por ela. Rabugenta que só..rsrs mas tudo dela tem que ser perdoado. Não teve uma vida fácil. Orfã aos 6 anos, foi criada por minha avó, sua madrasta e bem...cada um sabe de suas dores. Ela amargou muitas dores e desilusões mas tinha um coração IMENSOOOOOOOOOOOOOO, cheio de amor e muitas vezes, incompreendida pq era um tipo de amor grudento e nem sempre os alvos de seus amores, incluindo a mim, compreendia tanto carinho.

Costureira de mãos divinas e que mãos. Acometida por artrose e artrite reumatóide, suas mãos eram defeituosas. Não abriam totalmente, Dedos tortos e nesta tortuosidade ela costurava. E como costurava. Desafiando o que a vida lhe apresentava, entre dores e amores, lá se ia ela, costurando coisas belíssimas. Uma artista nata.

E não casou. Ficou pra titia e pra dindinha. Mas costurou quase todos os vestidos de noivas das casadoiras da família. E costurou o meu vestido.

O Vestido de Noiva mais lindo que alguem possa ter tido. Feito pela dinda que sempre me teve um grande apreço.

Serei sempre grata a ela e rezo sempre para que seu caminho espiritual seja permeado pela LUZ.A

TIA EVANY, ONDE VOCÊ ESTEJA, SAIBA QUE TODOS AQUI AMAMOS VOCÊ!

RESENHAS DA JUSSIARA

Olá a todos! Na vibe da aposentadoria ativa, sigo aqui com um novo ciclo. O ciclo de resenhar livros, tv séries e filmes, pela minha ó...