segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

UM NATAL COM LAURA INGALL WILDER.




Todos nós deveríamos ler os livros de Laura. São fabulosos e nos devolvem a singela dos tempos que certamente, ficaram no século passado. Mas os livros de Laura também podem ser atuais. Ela escreve baseada em valores que nunca deveriam cair de moda. E sua escrita é simples, gostosa de ler, cheia de aventuras e desventuras. Laura retrata em seus livros, quase tudo que ela vivenciou. Talvez com exceção do Jovem Fazendeiro, que retrata a vida de Almanzo, seu esposo. Eu fui traça de biblioteca na minha querida cidade de Nazaré e lá fui apresentada a Laura. GRAÇAS A DEUS. 

Houve a compactação de vários livros dela e virou uma antiga e gostosa série de tv: OS PIONEIROS. Até hoje é exibida no TCM e eu, vez ou outra, me deleito. 

Hoje, faço  mais um paralelo: Laura e o Natal. 

Há muito o Natal se transformou em uma data comercial. Infelizmente. E é a mais pura verdade. Claro, não vamos generalizar mas o apelo comercial na figura do "bom velhinho" suplanta em muito, a figura do Menino Jesus, esse sim, o motivo da festa, o aniversariante. Dizer que eu não gosto de ganhar presente, seria um engodo a mim mesma. Eu adorooo e quem não gosta? Gosto sim, por que não admitir, desse frufru que antecede os festejos natalinos mas devo confessar, que eu gostaria de beber um néctar mais, digamos, Cristã, nesta época. Oh sim, faço as minhas caridades, temos as nossas confraternizações, troca de presentes, amigos-secretos, enfim. 

Não sei bem porque mas nessa época eu sempre lembro dela, de Laura e de seu delicioso livro O Jovem Fazendeiro. Esse livro retrata a vida simples, dura, ora difícil, ora tranquila, da família Wilder ou seja, de Almanzo, o futuro marido de Laura. É uma leitura deliciosa, onde se retrata o estilo de vida dos fazendeiros no final do sec. 19, com os humores da natureza, as dificuldades e também, o amor, a compaixão e a união familiar. 

E sendo a época do Natal, esta festa é retratada pelas tintas de Laura. O Natal dos Wilder, um momento delicioso, com a família reunida, a neve caindo e a mesa farta. 

Mas sempre quando eu lia e atualmente releio, o que mais me chama atenção, na passagem descrita do Natal, é o aconchego. Nossa, eu me emociono quando leio a ternura da mãe em tricotar meias e luvas para os seus, costurar um sobretudo novo para o marido, preparar com antecedencia as deliciosas comidas. O pão assando de uma noite até o amanhecer, o peru temperado com mel, açucar de bordo e ervas, o feijão feito com bordo, as tortas de maçãs e blueberry, as gemadas, as rabanadas. O pernil recheado com ervas e legumes. Ela descreve como a familia limpava, lavava, arrumava, enfeitava a casa para receber a familia enquanto a neve cai lá fora. E a confecção de velas e a "sala de visitas" finamente decorada com papel de presentes...oh....

Então, hoje eu lembrei de você, Laura. Você que nasceu e viveu no Sec. 19 e se tornou uma grande escritora, hoje você esteve comigo, no shopping Iguatemi, enquanto eu vivenciava esses dias festivos e super corridos, que antecedem o Natal. 

E mentalmente eu lhe agradeci por ter me proporcionado um Natal cheio de amor, que você descreve com tanto carinho em seus livros. 
O JOVEM FAZENDEIRO

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