sábado, 17 de março de 2018

Ja que aposentamos.....Parte III


Continuando o post anterior,  eu darei  aqui algumas dicas:
Primeira dica: viajar é um estado de espírito. Ou seja, se viaja mais com o espírito pois precisamos dos sentidos para absorvemos o que estamos conhecendo ou reconhecendo. Portanto, seja onde for, tem que ir com a alma aberta. Os sentidos alertas. Amorosidade do casal precisa estar em alta
Segunda dica: A Europa é linda, os Estados Unidos idem. Mas nem todos vão poder conhecer. Então é preciso reavaliar sonhos. Não sou muito a favor de sonhos que viram devaneios e depois viram cobranças. Porque quando o sonho depende do sonhador, caso não se concretize a frustração é dele. Mas se o sonho depender do companheiro ou companheira, aí sim, toda a frustração pode ser jogada nos ombros de quem não está no mesmo patamar do sonho do outro. É muito complicado. Portanto,  é melhor sonhar a dois, juntos, um ajudando o outro a realizarem o sonho e se realizarem. Aí a viagem dos sonhos, pode ser até uma praia de nudismo..rsr
Terceira dica: fazer projetos a dois. Oh quanto isso é importante. Mas projetos envolvendo os dois, o casal. Não adianta querer, tipo, trocar a casa que moravam por uma outra bem maior, com uma demanda de trabalho e gastos que podem perturbar a vida a dois, ao invés de  uma melhor qualidade de vida. Se nesta fase os filhos já alçaram vôos ( e é muito comum a aposentadoria ser nesta fase), então para que uma casa maior?? Ah, é porque agora os filhos saíram e logo voltam com seus companheiros/as e a prole, ou seja, os netos. E então a casa precisa estar maior. 
Hum...sei não. Na atual conjuntura familiar, novos formatos, novas cabeças, novos pensamentos, eu penso que não é uma boa. Pode até ser uma ponte para a solidão a dois. Ambos podem passar o tempo espiando pelas janelas, contando as horas ou dias, ansiosos pelas visitas que com certeza irão escassear. Afinal os filhos agora tem a vida deles. É duro? Sim e não. Daí a necessidade de novos sonhos e novos olhares e novos projetos. Viver esperando ou espiando pela janela, não é uma boa opção. O ideal é reformular tudo. E otimizar as despesas para que sobre dinheiro para se curtir a vida a dois, e aí claro, envolvendo pequenas viagens com eles, os filhos, os netos, enfim. E como ninho, a casa dos pais sempre terá espaço para recebê-los, sem contudo o casal ter que viver em um espaço sem aproveitamento. É solidão na certa. 

Seria assunto para vários capítulos, mas eu irei encerrar e pedir que visualizem as fotos que eu postei e eu quero dizer que, no nosso caso, mesmo com uma renda baixa, a gente consegue aproveitar o que tem ao nosso redor. Tivemos a grande felicidade de manter a nossa casa de "praia" em um vilarejo sem muita infra, mesmo com vários "conselhos" de que deveríamos nos livrar dela e comprar algo próximo a capital. Além de mantermos, ainda fizemos uma outra.rsrs..Um cafofo e agora a primeira casa vive alugada, gerando renda extra.. Graças a Deus. 
E nunca deixamos de viajar, passear, curtir. Até porque, para a nossa sorte, temos a visão de que, basta pegar o carro e sair por aí, tendo a acuidade de observar o que se tem em volta, aguçar a nossa sensibilidade preenchendo os nossos corações com a simplicidade que tanto nos encanta, sem contudo perder o gosto pelas cidades também ditas grandes, as capitais, os centros urbanos. Tudo isso nos encanta. Tanto faz em Paris, ou ali ....Não nos importa. 
Apenas agradecemos. E que nunca nos falte essa vontade e busca pelas coisas simples que tanto nos trazem o sentido da verdadeira felicidade. E que nunca nos falte amor, carinho, saúde, família  e café. E o vilarejo, claro. Gratidão!! 

2 comentários:

  1. Querida amiga , vida clean onde o prazer estar em ser e não em ter. Obrigada por dividir seus sentimentos conosco

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  2. Agradeço, querida. Gratidão pela sua participação. Abraços.

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