sexta-feira, 24 de julho de 2015

"E os filhos teus, fugiram da luta. "

Pobre Mãe-Terra, pobre cidade. Uma mãe abandonada por filhos pródigos que a ela não retornam.

Meu coração arde em chamas. Muito triste. Logo esse lugar, berço de tantas experiências de boa vida boa que eu carrego dentro de mim.
 
A Estação Ferroviária, onde painho trabalhou, meu tio Mário, minha tia Ruth. Estação Ferroviária, onde o trem, geralmente no vagão tipo camarote, onde eu ia e vinha para Salvador, baldeando com o navio em São Roque.

Infelizmente, vamos assistir de camarote, o fogo destruir tudo na nossa cidade. Uma cidade que deveria está toda tombada pelo IPHAN mas o tombamento é bem diferente, triste e desolador.

Cidade-mãe que doou seu seio para que filhos, a maioria ilustres, bem educados, na educação formal, com uma paleta de atividades culturais, atípicas para um interior, especialmente nas décadas de 50,60, 70....quando começou sua decadência, filhos esses que partiram com os corações cheios de vontades, as bagagens prontas para enfrentar a vida laboriosa da capital e, praticamente, todos nós, filhos nazarenos e dessa geração, viemos e nos demos bem, sendo médicos, enfermeiras, advogados, professores, bioquímicos, engenheiros, administradores, psicólogos, escritores, etc,

Mas não voltamos. Poucos de nós voltaram para a terra-mãe para nos doar, doar nossos conhecimentos, protegê-la e livrá-la desse tipo de coisa.

E aos poucos, Nazaré das Farinhas, ante berço da cultura do Recôncavo Baiano, vai se derretendo em chamas. Chamas do fogo, da incompetência, do abando.

TRISTE! Emoticon frown


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